Book Cover

This is a video of Joshua Bell, one of the world’s most famous violinists playing incognito in a subway station during rush hour.  He played on a 18th century Stradivarius and performed beautiful synphonies… but hardly anyone stopped to hear them.

Rush hour, incognito, out of context… Those are hard conditions (that were set up for a reason), but why does nobody stops? (keep in mind he is very very good)

An excerpt from the full article by Washington Post on the video:
(Mark Leithauser:) “Let’s say I took one of our more abstract masterpieces, say an Ellsworth Kelly, and removed it from its frame, marched it down the 52 steps that people walk up to get to the National Gallery, past the giant columns, and brought it into a restaurant. It’s a $5 million painting. And it’s one of those restaurants where there are pieces of original art for sale, by some industrious kids from the Corcoran School, and I hang that Kelly on the wall with a price tag of $150. No one is going to notice it. An art curator might look up and say: ‘Hey, that looks a little like an Ellsworth Kelly. Please pass the salt.'”

We always seem to see things inside a context (when we actually do look at it), but perhaps too much. And because of that, it’s hard to classify someone as a great musician that plays great music if no one hears it or values it.

If we’re this much context driven, maybe we are overly giving value to the frame instead of to the painting itself.

drawing by 40>0. (he may or may not know what a violin is)

click it.

Este é um vídeo do Joshua Bell, um dos violinistas mais famosos do mundo, tocando à paisana em uma estação de metrô durante a hora do rush. Ele tocou belas sinfonias em um Stradivarius do século 18, mas quase ninguém parou para ouvir.

Hora do rush, à paisana, fora de contexto. Com certeza são condições difíceis (escolhidas por um motivo), mas porquê ninguém para? (tenham em mente que ele é muito muito bom)

Retiro esse trecho do artigo inteiro do Washington Post sobre o vídeo:

(Argumento apontado por Mark Leithauser, tradução sem pretensões): Digamos que eu pegue uma obra de arte abstrata do nosso acervo da galeria nacional (dos EUA) como por exemplo um Ellsworth Kelly de 5 milhões de dólares, tire da sua moldura, e a leve para um restaurante – um daqueles que possuem pinturas à venda, e o coloque na parede por 150 dólares. Ninguém vai notar, talvez um curador de arte olhe e diga: “Ó, parece um pouco com um Ellsworth Kelly. Passe o sal por favor?”

Nós parecemos sempre ver as coisas dentro de um contexto (quando nós sequer olhamos para elas) e por causa disso, fica difícil classificar alguém como um ótimo músico que toca ótimas músicas se ninguém as escuta ou valoriza. Sendo tão influenciados pelo contexto, tornamos a moldura supervalorizada em relação a pintura.

Desenho por 40>0. (Talvez ele saiba o que seja um violino.)

Clique!

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3 thoughts on “Book Cover

  1. João Penna, esta matéria é absolutamente impressionante. Na verdade não é nada muito diferente do que já imaginamos pois existem centenas, senão milhares de talentos (músicos, pintores, arquitetos, engenheiros, professores, etc) fora de contexto e muitos deles nós até percebemos, mas acabamos pedindo também que nos passem o sal… Obter sucesso e reconhecimento não é tarefa fácil. Não basta só o talento. Quantos grandes homens já passaram pela humanidade sem serem realmente notados? Muitos ao verem pela primeira vez uma obra de Van Gogh, antes de conhecerem o pintor diriam “até eu faria melhor…”. No tempo dele não vendeu uma obra sequer e hoje são as mais caras do mundo. Sou artista plástico e já vi esse filme. No mundo das artes tenho um bom reconhecimento. Basta fazer uma busca por “andruchak” na web para ver. Recentemente deixei em exposição um de meus painéis (pintura de 1.60×4 metros) no OFD, o maior evento da moda calçadista do país. Durante a instalação da obra de arte, um dos enumeráveis trabalhadores que ajudavam na montagem do mega evento me perguntou “-O que você vai fazer com esse desenho depois do evento?”, num tom óbvio de que se eu não fosse fazer nada ele gostaria de ficar com a peça. Note que o painel vale 25.000 reais. O moço quase caiu de costas quando lhe dei a informação. Muitos dos transeuntes notavam e até tiravam fotos em frente à grande pintura, mas a grande maioria sequer percebia que a obra estava ali, e olhe que ela é imensa. Bem, o exemplo de Joshua Bell serve para nos deixar mais atentos às situações que nos rodeia. Talvez, figurativamente, seja uma forma de evitarmos chutar diamantes confundidos com vidro comum…
    Parabéns pela matéria.
    Sensacional!!!
    ___________________
    Andruchak – artista plástico e professor de arte. Doutor pela ECA-USP e Coordenador do Espaço Cultural UMC. http://www.flickr.com/andruchak | http://www.andruchak.com.br

    Obrigado,
    40>0

  2. Adorei o post, João.
    A pequena inércia de posts fez valer, no final das contas :]

    Fico feliz que você tenha gostado, Igor!
    40>0

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